segunda-feira, 9 de março de 2009

Eleições com bolas de gude

No país africano Gâmbia, as bolas de gude são usadas nas eleições, no lugar das cédulas de votação. Cada eleitor deve depositar uma bolinha no tambor com a foto de seu candidato e as cores do partido, que fazem o papel de urnas.

Para impedir fraudes, são colocados sinos no fundo de cada tambor que soam quando as bolas caem. Um fiscal fica de ouvido atento a cada voto para impedir que alguém coloque mais de uma bolinha por vez.

A contagem de votos é feita com o auxílio de tabuleiros com buracos para algumas centenas de bolas (entre 200 e 500). O sistema, em vigor desde 1965, foi elaborado para driblar o problema do analfabetismo no país.

www.brinquedoteca.org.br citando a BBC

pois é...ficar sem ler, pode...não pode é ficar sem votar...não é só no Brasil...

3 comentários:

Mythus disse...

O analfabetismo é um problema social e político. Seja pela resistência ao ensino, seja pela dificuldade de acesso à educação, seja pelo sistema usado, seja pela falta de motivação ou mobilização política. O analfabetismo acaba irradiando como problema para diversas outras áreas, como a saúde (especialmente higiene) e a própria percepção do mundo e de si, num ponto de vista mais político-filosófico.

A legitimidade dos mandatos mediante eleições democráticas é uma necessidade exclusivamente política, contudo, há reflexos sociais. Embora questionável os métodos eletivos atuais em termos do voto como representação política da vontade soberana de um povo, não há como negar que participar do processo eletivo é um direito do cidadão independente de qualquer fator discriminatório. Combinado esse desejo (incutido na sociedade) ao "ideal democrático", acaba-se por ignorar a qualidade do voto, optando por permitir que todo nacional que possa participar o faça.

Jocácia disse...

é, minha filha...
vai entender essa humanidade!

beijoo

Rubens disse...

é vivendo e aprendendo. bolinhas de gude foi demais...