Desvalorizada, desmoralizada é assim que me sinto.
Quer dizer que agora qualquer um pode ser jornalista?
Estou envergonhada de dizer esta palavra. Confessar que sou uma...
Uma nada, afinal, alguém de qualquer formação pode exercer o ofício. Assim, não há identidade, não existo.
Se uma das formas de nos situarmos no mundo é através de nossa identidade profissional, posso dizer que acordei hoje e descobri que não sou nada. Não valho nada.
Incrível o que os sábios do STF fizeram. De dentro de suas togas desconhecem um saber específico que foi construído ao longo de décadas, de estudo, de exercício, de reflexão. Não estou pensando apenas na valorização da Universidade não. E se fosse só isso já seria o bastante. Por que desvalorizar o estudo? Se já construímos até pós-graduação na área? Por que retroceder?
Como será a partir de agora? Um exemplo: trabalho em uma assessoria de comunicação. Meu “cliente” agora pode se sentir no direito de dizer como devo redigir uma matéria, roteirizar um vídeo ou divulgar uma informação? Sim, ele pode. Afinal, como posso argumentar com ele a respeito do conhecimento específico que eu tenho da área, como profissional qualificada? Qualquer leigo pode chegar e fazer esse trabalho.
Enfim, faço uma mea culpa também. Não me mobilizei a altura para impedir tamanho desastre. Mas, é que jamais imaginei que senhores tão cultos pudessem ser capazes de ato de tamanha barbárie.
Como faremos um edital para concurso público para preenchermos vaga na área? Não podemos exigir o diploma, nem se quisermos. Afinal, algum curioso desempregado pode entrar com ação e fazer a prova também. Preocupo-me não é nem com a questão ética não, tão propalada por ser a mais importante aos olhos da sociedade, com razão. Penso na qualidade mesmo do material a ser produzido, que tem de ter viés jornalístico. Um leigo saberá diferenciar a forma de escrever para diferentes veículos ou as diversas modalidades dentro do universo tão multifacetado do jornalismo?
Cotidianamente, nós, os profissionais (ao menos até ontem éramos isso), somos instados por nossas fontes a dar tal ou qual direcionamento que eles acreditam ser o melhor. (não estou falando só do interesse maléfico não, estou falando até dos bem-intencionados, aqueles que têm boa vontade de ver algo bom divulgado, mas não entendem a melhor forma para alcançar este objetivo). Agora, não temos como convencer que aquela forma deles trabalharem o material noticioso não é o melhor. Por que seria? O que sabemos a mais que eles?
Que tipo de textos sairão das redações?
Ah, vão sair aqueles que os proprietários das empresas querem. O interesse nesta ação foi deles. Muito curioso que tenham sido eles os interessados em defender o artigo quinto da Constituição... Como percebemos cotidianamente, vemos que eles dão muita voz à sociedade, à liberdade de expressão...
O que vai acontecer? O que antes era velado agora ficará explícito. Quero falar mal do senador tal, então contrato um cara que é cupincha do oponente dele que vai se esbaldar fazendo material unidirecional e nada profissional. Essa pressão para fazer este trabalho sujo sempre existiu e muitos até o fazem com satisfação devido à canalhice que é fator pessoal e não inerente a uma profissão. Mas, um profissional ainda tentaria argumentar que não é possível trabalhar a informação assim, pois existem parâmetros para agir.
Ao menos era no que eu acreditava, mas, sei lá, acho que não sei de nada.
O incrível é que a nossa situação nem mereceu ser a manchete do dia nos jornais locais ...
quinta-feira, 18 de junho de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
FELIZ PÁSCOA!
Segundo meu amigo, um bom carola e pecador animado, a partir do domingo de páscoa ainda temos 50 dias para desejar feliz páscoa para as pessoas.
Então, ainda estou no clima e partilho com vocês um lindo texto enviado pela professora Lenilde Cordeiro do IFPB. Ela traçou um paralelo entre a vida-assassinato-ressurreição de Jesus Cristo e a da freira Dorothy Stang na Amazônia. Há um documentário belíssimo sobre a missionária norte-americana que eu recomendo, não sei o nome, passou na teve Senac, digitem no Google, onde estamos todos. Enfim, isolei a parte em que ela fala sobre Jesus Cristo, porque achei tão bela, parece que ressuscitou em mim a admiração pelo Deus humanizado de forma incrível.
Leiam:
“Afinal, quem era Jesus? Por que tantos textos tratam, com tanta insistência, da vida de um homem, de uma época em que o registro histórico era tão deficiente?
A resposta é: porque foi uma vida excepcional! Jesus Cristo reinventou a fé, invertendo a lógica milenar de Deuses exigentes e vingativos, com um ensinamento simples: "amar a Deus é amar ao próximo".
O "movimento de Jesus" não era uma religião, uma seita ou uma organização política. Jesus e seus amigos perambulavam oferecendo milagres e, em troca, sentavam-se à mesa dos seus interlocutores.
Segundo Crossan (in Toledo, 1992), "o coração da mensagem do movimento original de Jesus foi um igualitarismo composto da partilha dos recursos materiais e espirituais", o que, hoje poderíamos relacionar a termos como socialismo, democracia, gestão participativa, cidadania ativa... Mas, por que foi condenado a uma morte tão cruel?
A pena de morte era exclusiva da autoridade romana. Mas, se Roma a aplicou contra Jesus, certamente não foi por questões religiosas, pelas quais os romanos não tinham o menor interesse, mas, sim, porque ele desafiava a ordem. Campeão de uma insistência subversiva em desafiar certezas e valores, só podia incomodar.. A sua comensalidade significava forçar a porta contra a rigidez das hierarquias, dos privilégios e dos exclusivismos. Ele se dava com bêbados e prostitutas. Vivia desafiando as normas formais da religião. A sua intinerância também era, segundo Crossan, um desafio radical à univocidade do templo: "Jesus ia às pessoas e não as pessoas a ele."
Jesus incomodava, porque desafiava as normas de comportamento e de organização social; porque operava curas de graça, enquanto o Templo de Jerusalém cobrava por seus serviços; porque, ao contrário das regras judaicas de conduta, disse que "o sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado". Ele dava muito pouca importância ao rigor imobilista com que os ortodoxos mandavam guardar o dia santo, como, de resto, a todas as outras proibições. Ou melhor, ele estava ali para subvertê-las, mesmo, num contínuo chamamento para a superioridade da pureza interior e, não, exterior.
Ele preocupou as autoridades, quando fez o milagre da multiplicação dos pães, (Jo 6:10), tendo atraído uma turba de cinco mil pessoas; quando, na entrada de Jerusalém, sobre um jumento, teve gente saudando-o ao redor; quando expulsou os vendilhões do Templo, aparecendo como perturbador da ordem pública.
Ele inventou um grande paradoxo: pedia para não pecar e, ao mesmo tempo, pedia compreensão para os pecadores (Lc 18:9-14), perdoava as adúlteras e, portanto, sugeria que o pecado não implica em afastamento de Deus.
Wilson (VEJA,1992), sugere que uma conspiração corria paralela ao movimento de Jesus, em Jerusalém, mas isto parece ser meramente especulativo. O fato é que, a partir de um certo momento, Jesus fica desarticulado e só. “Não há episódio mais pungente do que a agonia no horto, esperando ser preso. Os apóstolos debandaram e, ao sofrimento moral, acrescentou-se o sofrimento físico, até sua morte na cruz”.
Os romanos, nem de longe imaginavam, que , sem deixar um única linha escrita, sem montar exércitos, sem acumular riquezas e sem afastar-se mais do que alguns quilômetros de sua cidade, Jesus Cristo, de forma inexplicável, deixaria uma mensagem que sobreviveria ao seu tempo, ajudaria a demolir o Império Romano e a construir muitos outros. E que o fascínio daquele humilde pregador pacifista só aumentaria, com o passar do tempo, para estudiosos e religiosos, de todas as religiões.
As sextas-feiras das paixões sempre passam e, após todo sábado de aleluia, vem um Domingo festivo, aonde comemoramos a vitória da vida sobre a morte e da igualdade sobre a prepotência”.
Então, ainda estou no clima e partilho com vocês um lindo texto enviado pela professora Lenilde Cordeiro do IFPB. Ela traçou um paralelo entre a vida-assassinato-ressurreição de Jesus Cristo e a da freira Dorothy Stang na Amazônia. Há um documentário belíssimo sobre a missionária norte-americana que eu recomendo, não sei o nome, passou na teve Senac, digitem no Google, onde estamos todos. Enfim, isolei a parte em que ela fala sobre Jesus Cristo, porque achei tão bela, parece que ressuscitou em mim a admiração pelo Deus humanizado de forma incrível.
Leiam:
“Afinal, quem era Jesus? Por que tantos textos tratam, com tanta insistência, da vida de um homem, de uma época em que o registro histórico era tão deficiente?
A resposta é: porque foi uma vida excepcional! Jesus Cristo reinventou a fé, invertendo a lógica milenar de Deuses exigentes e vingativos, com um ensinamento simples: "amar a Deus é amar ao próximo".
O "movimento de Jesus" não era uma religião, uma seita ou uma organização política. Jesus e seus amigos perambulavam oferecendo milagres e, em troca, sentavam-se à mesa dos seus interlocutores.
Segundo Crossan (in Toledo, 1992), "o coração da mensagem do movimento original de Jesus foi um igualitarismo composto da partilha dos recursos materiais e espirituais", o que, hoje poderíamos relacionar a termos como socialismo, democracia, gestão participativa, cidadania ativa... Mas, por que foi condenado a uma morte tão cruel?
A pena de morte era exclusiva da autoridade romana. Mas, se Roma a aplicou contra Jesus, certamente não foi por questões religiosas, pelas quais os romanos não tinham o menor interesse, mas, sim, porque ele desafiava a ordem. Campeão de uma insistência subversiva em desafiar certezas e valores, só podia incomodar.. A sua comensalidade significava forçar a porta contra a rigidez das hierarquias, dos privilégios e dos exclusivismos. Ele se dava com bêbados e prostitutas. Vivia desafiando as normas formais da religião. A sua intinerância também era, segundo Crossan, um desafio radical à univocidade do templo: "Jesus ia às pessoas e não as pessoas a ele."
Jesus incomodava, porque desafiava as normas de comportamento e de organização social; porque operava curas de graça, enquanto o Templo de Jerusalém cobrava por seus serviços; porque, ao contrário das regras judaicas de conduta, disse que "o sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado". Ele dava muito pouca importância ao rigor imobilista com que os ortodoxos mandavam guardar o dia santo, como, de resto, a todas as outras proibições. Ou melhor, ele estava ali para subvertê-las, mesmo, num contínuo chamamento para a superioridade da pureza interior e, não, exterior.
Ele preocupou as autoridades, quando fez o milagre da multiplicação dos pães, (Jo 6:10), tendo atraído uma turba de cinco mil pessoas; quando, na entrada de Jerusalém, sobre um jumento, teve gente saudando-o ao redor; quando expulsou os vendilhões do Templo, aparecendo como perturbador da ordem pública.
Ele inventou um grande paradoxo: pedia para não pecar e, ao mesmo tempo, pedia compreensão para os pecadores (Lc 18:9-14), perdoava as adúlteras e, portanto, sugeria que o pecado não implica em afastamento de Deus.
Wilson (VEJA,1992), sugere que uma conspiração corria paralela ao movimento de Jesus, em Jerusalém, mas isto parece ser meramente especulativo. O fato é que, a partir de um certo momento, Jesus fica desarticulado e só. “Não há episódio mais pungente do que a agonia no horto, esperando ser preso. Os apóstolos debandaram e, ao sofrimento moral, acrescentou-se o sofrimento físico, até sua morte na cruz”.
Os romanos, nem de longe imaginavam, que , sem deixar um única linha escrita, sem montar exércitos, sem acumular riquezas e sem afastar-se mais do que alguns quilômetros de sua cidade, Jesus Cristo, de forma inexplicável, deixaria uma mensagem que sobreviveria ao seu tempo, ajudaria a demolir o Império Romano e a construir muitos outros. E que o fascínio daquele humilde pregador pacifista só aumentaria, com o passar do tempo, para estudiosos e religiosos, de todas as religiões.
As sextas-feiras das paixões sempre passam e, após todo sábado de aleluia, vem um Domingo festivo, aonde comemoramos a vitória da vida sobre a morte e da igualdade sobre a prepotência”.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
INDIGNAÇÃO
“Intelectuais” da Arábia Saudita pedem proibição de mulheres na imprensa do país
Na última quarta-feira (01/04), trinta e cinco professores universitários, magistrados, autoridades religiosas e altos funcionários da Arábia Saudita enviaram uma carta ao ministro de Cultura e Informação do país, Abdul Aziz Khoj, pedindo ques mulheres sejam banidas da imprensa no país.
Publicado no jornal Gulf News, de Dubai, o documento explica que os signatários acreditam que a presença feminina na mídia contraria a xariá, lei islâmica que proíbe mulheres - inclusive cantoras e atrizes - de aparecerem em meios de comunicação.
Segundo a Rádio Vaticano, os intelectuais pedem na carta que o Governo crie um comitê para supervisionar o xariá.
Jornais israelenses apagam ministras de foto para agradar leitores ultraortodoxos
Para agradar seus leitores, os jornais israelenses Yated Neeman e Saa Tova alteraram uma fotografia que mostra os novos integrantes de Governo do país.
Segundo a Agência Estado, as imagens das ministras Limor Livnat e Sofa Landver foram apagadas, pois os judeus ultraortodoxos não consideram aconselhável a publicação de imagens de mulheres na imprensa.
O diário Yated Neeman colocou digitalmente a foto de dois ministros homens nos lugares de Limor e Sofa. Já o semanário Saa Tova apagou as duas da foto sem maiores explicações. Procurados para falar sobre o assunto, as duas publicações não se manifestaram.
Redação Portal IMPRENSA
Na última quarta-feira (01/04), trinta e cinco professores universitários, magistrados, autoridades religiosas e altos funcionários da Arábia Saudita enviaram uma carta ao ministro de Cultura e Informação do país, Abdul Aziz Khoj, pedindo ques mulheres sejam banidas da imprensa no país.
Publicado no jornal Gulf News, de Dubai, o documento explica que os signatários acreditam que a presença feminina na mídia contraria a xariá, lei islâmica que proíbe mulheres - inclusive cantoras e atrizes - de aparecerem em meios de comunicação.
Segundo a Rádio Vaticano, os intelectuais pedem na carta que o Governo crie um comitê para supervisionar o xariá.
Jornais israelenses apagam ministras de foto para agradar leitores ultraortodoxos
Para agradar seus leitores, os jornais israelenses Yated Neeman e Saa Tova alteraram uma fotografia que mostra os novos integrantes de Governo do país.
Segundo a Agência Estado, as imagens das ministras Limor Livnat e Sofa Landver foram apagadas, pois os judeus ultraortodoxos não consideram aconselhável a publicação de imagens de mulheres na imprensa.
O diário Yated Neeman colocou digitalmente a foto de dois ministros homens nos lugares de Limor e Sofa. Já o semanário Saa Tova apagou as duas da foto sem maiores explicações. Procurados para falar sobre o assunto, as duas publicações não se manifestaram.
Redação Portal IMPRENSA
quinta-feira, 26 de março de 2009
Israel admite ter matado 189 jovens e crianças durante ofensiva em Gaza
A Força de Defesa israelense (IDF, na sigla em inglês) admitiu ontem ter matado 309 civis inocentes, entre eles 189 crianças e jovens com menos de 15 anos, durante a recente ofensiva militar contra o movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza. Segundo o Centro Palestino de Direitos Humanos, 1.434 palestinos foram mortos, incluindo 960 civis, 239 policiais e 235 militantes.
O relatório do Exército israelense aponta ainda que 600 militantes palestinos do Hamas morreram durante a operação militar de 22 dias, entre dezembro e janeiro --incluindo os policiais que foram mortos em um bombardeio no primeiro dia da ofensiva, durante a parada de graduação da academia, em Gaza.
A lista inclui ainda 320 mortos descritos como "não filiados" --o que significa que a IDF não sabe dizer se eles são ou não militantes-- e outros 14 membros do partido laico Fatah, rival do Hamas, que foram executados pelo grupo palestino durante a ofensiva.
A lista, preparada pela diretoria da IDF responsável pela faixa de Gaza, foi divulgada em reportagem do "Haaretz", dias depois do jornal israelense publicar uma série de reportagens com relatos de soldados que denunciam assassinato de civis inocentes, vandalismo, além de um bilhete que ordena ataques a equipes médicas e a campanha dos rabinos do Exército para transformar a operação em uma "guerra santa".
O relatório do Exército israelense aponta ainda que 600 militantes palestinos do Hamas morreram durante a operação militar de 22 dias, entre dezembro e janeiro --incluindo os policiais que foram mortos em um bombardeio no primeiro dia da ofensiva, durante a parada de graduação da academia, em Gaza.
A lista inclui ainda 320 mortos descritos como "não filiados" --o que significa que a IDF não sabe dizer se eles são ou não militantes-- e outros 14 membros do partido laico Fatah, rival do Hamas, que foram executados pelo grupo palestino durante a ofensiva.
A lista, preparada pela diretoria da IDF responsável pela faixa de Gaza, foi divulgada em reportagem do "Haaretz", dias depois do jornal israelense publicar uma série de reportagens com relatos de soldados que denunciam assassinato de civis inocentes, vandalismo, além de um bilhete que ordena ataques a equipes médicas e a campanha dos rabinos do Exército para transformar a operação em uma "guerra santa".
segunda-feira, 9 de março de 2009
Eleições com bolas de gude
No país africano Gâmbia, as bolas de gude são usadas nas eleições, no lugar das cédulas de votação. Cada eleitor deve depositar uma bolinha no tambor com a foto de seu candidato e as cores do partido, que fazem o papel de urnas.
Para impedir fraudes, são colocados sinos no fundo de cada tambor que soam quando as bolas caem. Um fiscal fica de ouvido atento a cada voto para impedir que alguém coloque mais de uma bolinha por vez.
A contagem de votos é feita com o auxílio de tabuleiros com buracos para algumas centenas de bolas (entre 200 e 500). O sistema, em vigor desde 1965, foi elaborado para driblar o problema do analfabetismo no país.
www.brinquedoteca.org.br citando a BBC
pois é...ficar sem ler, pode...não pode é ficar sem votar...não é só no Brasil...
Para impedir fraudes, são colocados sinos no fundo de cada tambor que soam quando as bolas caem. Um fiscal fica de ouvido atento a cada voto para impedir que alguém coloque mais de uma bolinha por vez.
A contagem de votos é feita com o auxílio de tabuleiros com buracos para algumas centenas de bolas (entre 200 e 500). O sistema, em vigor desde 1965, foi elaborado para driblar o problema do analfabetismo no país.
www.brinquedoteca.org.br citando a BBC
pois é...ficar sem ler, pode...não pode é ficar sem votar...não é só no Brasil...
domingo, 8 de março de 2009
Alimentando nossa alma! Parabéns 8 de março!

“Eu adoraria viver num comercial de margarina, onde todos são felizes e ninguém precisa lavar a louça no final”. Hoje revi esta frase bem humorada e cai a calhar rsrsrs (estranha esta combinação) no post que estava querendo fazer para comemorar nosso Dia Internacional da Mulher. afinal, acho que nos venderam esta linda imagem de comercial de margarina, a gente fica comendo pão, às vezes amassado por quem não merecia nem dar mordidinhas homeopáticas em nós, se culpando pelas celulites que ganhou com este pão...olhando a louça juntando e revoltada por ter que lavar. Mas, no fim lavamos a alma de todas aquelas que lutaram pra que este sonho ilusão do comercial de margarina não nos cegasse no caminho de construir o nosso pão de cada dia. isto para mim é a melhor maneira de comemorar este dia, lembrar de todas aquelas que juntaram a massa que hoje inchou e redundou neste delicioso banquete que às vezes devoramos como boas bacantes... claro, que ainda restam margarinas sem graça para engolir, mas estamos sim nos alimentando de nossa força, o que temos de melhor! e também de nossos sonhos que sejam bem mais intensos e verdadeiros que qualquer comercial que vende falsas ilusões! 8/3/09
terça-feira, 3 de março de 2009
Pós-férias: “e a tristeza nem pode pensar em chegar”
Voltei. A boêmia voltou! Kkkkkkkkkkk pra falar em termos nelsongonçalvianos...
Não é que não tenha visto coisas de bulir os óio, a alma, o coração e os pés...vi até demais. Mas, acho que o blog só funciona mesmo no cotidiano. E como hoje, no insight no caminho do trabalho (ao som dos mil compassos de Paulinho da Viola), eu senti a volta da realidade, senti o chamado inadiável para este momento dentro da minha rede interior que, em instantes, estará a disposição da rede mundial de computadores...
Enfim, férias maravilhosas, em que a gente pode libertar aquela “mola encolhida” que vibra o ano inteiro, de fly so high over the rainbow. Momentos de dar um sorriso e ganhar um beijo. Afinal, eu sempre disse que no verão a gente precisa de pouco para ser feliz. “ah, o verão...”, já diria a filosofia marítima cabofriense. Momentos para aquela odalisca que já surge nas prévias de carnaval ser filmada botando fogo em corações verde e rosa...
Mas, agora, “silêncio, por favor, enquanto escondo a dor no peito, não fale nada sobre meus defeitos, eu não me lembro maaais quem me deixooou assim...hoje eu queeeero aaaapenas uma pausa de mil compaaassos”, até porque a voz do anjo sussurrou no meu ouvido que a bruma leve das paixões que vêm de dentro também vão com o vento... afinal, como já exorcizamos em uma sexta sagrada na Lapa...”o amor que morre é uma ilusão e uma ilusão deve morrer”...
Esta vai para a série “Escritos da TPM”... também podia ser a abreviatura de um transatlântico Travel Pleasure and Magic, que tal? Mas, o pior que não é!!!!!
Não é que não tenha visto coisas de bulir os óio, a alma, o coração e os pés...vi até demais. Mas, acho que o blog só funciona mesmo no cotidiano. E como hoje, no insight no caminho do trabalho (ao som dos mil compassos de Paulinho da Viola), eu senti a volta da realidade, senti o chamado inadiável para este momento dentro da minha rede interior que, em instantes, estará a disposição da rede mundial de computadores...
Enfim, férias maravilhosas, em que a gente pode libertar aquela “mola encolhida” que vibra o ano inteiro, de fly so high over the rainbow. Momentos de dar um sorriso e ganhar um beijo. Afinal, eu sempre disse que no verão a gente precisa de pouco para ser feliz. “ah, o verão...”, já diria a filosofia marítima cabofriense. Momentos para aquela odalisca que já surge nas prévias de carnaval ser filmada botando fogo em corações verde e rosa...
Mas, agora, “silêncio, por favor, enquanto escondo a dor no peito, não fale nada sobre meus defeitos, eu não me lembro maaais quem me deixooou assim...hoje eu queeeero aaaapenas uma pausa de mil compaaassos”, até porque a voz do anjo sussurrou no meu ouvido que a bruma leve das paixões que vêm de dentro também vão com o vento... afinal, como já exorcizamos em uma sexta sagrada na Lapa...”o amor que morre é uma ilusão e uma ilusão deve morrer”...
Esta vai para a série “Escritos da TPM”... também podia ser a abreviatura de um transatlântico Travel Pleasure and Magic, que tal? Mas, o pior que não é!!!!!
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