quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Vai um pouquinho de humanidade ai?

A realidade supera a ficção muitas vezes. Quando li esta notícia “Israel planeja suspender as operações militares por três horas por dia próximo à Cidade de Gaza para permitir que a ajuda passe por um corredor humanitário que está sendo criado no território controlado pelo Hamas (Yahoo)” inevitável pensar nos filmes que retratam os judeus escorraçados de suas casas na Alemanha e confinados em guetos para morrerem à míngua. Ou então das diversas cenas de tortura em qualquer prisão do Brasil nos tempos da Ditadura em que médicos participantes do regime se prestavam ao favor humanitário de verificar se o preso ainda agüentava mais tempo de humilhação e sofrimento antes de morrer e dar trabalho para os militares que iam esconder o corpo. Coisa que ainda acontece em qualquer Guantánamo norte-americano. 21 horas causando sofrimento e três horas permitindo o alívio da ajuda humanitária... é esta a porção matemática que faz com que os governantes israelenses ainda possam ser chamados de humanos?
Infelizmente queria que o blog começasse 2009 com seu habitual bom-humor, mas como já disseram “rir é bom, mas rir de tudo é desespero”. Não sei se desespero, mas insensibilidade, sem dúvida, seria.
Até agora...mais de 600 mortos no lado palestino nenhum identificado pela imprensa, nenhum deles tinha nome, família, sentiu dor ou poderia ser inocente. do lado israelense, alguns poucos feridos, mas todos devidamente identificados porque a imprensa só enxerga estes como aqueles que sentem dor, são inocentes e têm família. como já disseram: uma mentira dita muitas vezes...

2 comentários:

Mythus disse...

Isso também lembra da chacina iraquiana, onde uns poucos americanos morreram e um sem-número de iraquianos perderam suas vidas "em favor da democracia e contra o terrorismo".

Sheylla disse...

Isso faz ver o quanto o ser humano, humano? é cruel. Isso faz temos nojo de sermos dessa espécie, que mata sua própria espécie por poder banal e sem sentido. Dizem que aprendendo com o passar dos anos, com as situações vividas, mas acho q isso não se emprega aos judeus ou aos EUA.
Ainda resta esperança?