terça-feira, 21 de julho de 2009

10 segundos


"tudo é uma questão de manter
a mente quieta
a espinha ereta
e o coração tranquilo"

terça-feira, 14 de julho de 2009

coração


atrás das minhas lentes também bate um coração?
não sei...
às vezes, acho que queria ser a personagem da canção do Lupícinio:
uma pessoa com nervos de aço, sem sangue nas veias e sem coração.
mas eu realmente tenho uma pedra no meu peito?
não sei, chico... posso até ter...
mas acho que ainda não ando exigindo respeito não rsrsrsssss
mas mudando de calçada isso eu tou rsrsss e com uma rapidez invejável para uma tartaruga que aprendeu a andar de patins tão rápido.
turtle eating chocolates
e eu nem faria o mesmo pedido do arnaldo antunes
"socorro alguém me dê um coração, que esse já não bate nem apanha..."
o que eu sei é que há pedras rolando...
e os ventos do norte ainda movem alguns moinhos
e eu disparo contra o sol, sou forte, sou, por acaso...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

bacana



bacana
[Do lunfardo (2) bácan, com alter. semântica, poss.] Bras. Gír.

Adjetivo de dois gêneros.

1.Palavra-ônibus que exprime, encarecendo-as, inúmeras idéias apreciativas, e equivale a bom, excelente, belo, simpático, elegante, luxuoso, bem-educado, muito leal, inteligente, culto, etc., tudo no superlativo, aplicado a pessoas e/ou coisas; formidável, legal, bárbaro, infernal, tranchã, maneiro, massa, esperto.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Amizade

Começo o dia recebendo um email da amiga cecilia e na assinatura dela estes lindos versos de alice ruiz
"Lembra o tempo que você sentia
e sentir era a forma mais sábia
de saber e você nem sabia?" (Alice Ruiz)
Que presente ela me deu para começar o dia e uma segunda-feira em especial.
até porque neste fim de semana acho que tive um resgate do meu self rsssssss
lembrei dos tempos em que sentia, em que fazia teatro e usava uma ou outra técnica de meditação.
incrível o carinho que a gente pode fazer em si mesmo em poucos minutos e incrível como a gente não consegue fazer isso no dia a dia.
em busca disso é que hoje vou fazer uma mudança em minha vida. nem vou escrever pretendo, digo vou mesmo.
estou aqui imprimindo para ficar ate offline comigo o lindo texto que minha amiga livia escreveu no dia do meu niver.
http://reflexoesdeumapisciana.blogspot.com/2009/06/para-carol.html
e ainda saboreando a felicidade de minha amiga sheylla que agora descobriu um caminho melhor para fazer com tranquilidade seu trabalho.
saboreio tambem minhas vitorias, a aprovação do meu projeto de pesquisa que vai começar a andar junto com outros projetos que estão me animando... "brindo à casa, brindo à vida" :)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Senador se compromete a protocolar PEC

O senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) deve protocolar na terça-feira, dia 23, a chamada PEC dos jornalistas - a Proposta de Emenda à Constituição Federal, que, em sendo aprovada, tornará definitivamente obrigatória a exigência do diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista no Brasil.
Ele espera conseguir sem problema as 27 assinaturas necessárias para aprovar a PEC. "Com todo o respeito que tenho ao Supremo Tribunal Federal, foi uma decisão equivocada. O jornalista é um profissional cujo trabalho é reconhecido. É uma tradição a legitimidade. O Brasil não pode retroceder”, destacou o senador. O deputado federal Eduardo Amorim (PSC-SE) prometeu apoiar a PEC na Câmara.
(ADAPTADO DE: Joedson Telles em Universo Político)

OAB/SE vai propor PEC para exigência de diploma para jornalista
Extraído de: OAB - Sergipe - 20 de Junho de 2009

O presidente da OAB/SE, Henri Clay Andrade, entende que a decisão do Supremo Tribunal Federal pela inconstitucionalidade da exigência de diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista caracteriza um retrocesso histórico. Mas, na interpretação constitucional, a última palavra é a do Supremo Tribunal Federal, ressalta o presidente Henri Clay.
Diante deste contexto, conforme enaltece o presidente da OAB/SE, a alternativa viável para resgatar a exigência do diploma é incluí-la, de forma clara, na Constituição Federal. O fim da exigência do diploma de jornalista desmantela a categoria profissional de jornalista e pode propiciar uma desqualificação técnica e mediocrização da comunicação, entende Henri Clay. O que seria um verdadeiro atentado à cidadania e enfraquecimento da democracia.
A OAB/SE vai propor à bancada de deputados federais e de senadores sergipana que eles assumam compromisso em deliberar o Projeto de Emenda Constitucional para exigência do diploma de jornalista. O presidente da OAB/SE, Henri Clay Andrade, vai encaminhar para o Conselho Federal da OAB proposta para que a exigência do diploma de nível superior para o exercício da atividade jornalística seja assunto debatido na próxima sessão do Conselho Federal da OAB, a ser realizada no mês de agosto.
Para o presidente em exercício da OAB/SE, Valmir Macedo de Araújo, a decisão do STF representa um verdadeiro atentado ao mega princípio da liberdade de expressão. Valor democrático e republicano que se valoriza com a qualidade da informação, entende Macedo.
Sem dúvida, a imprensa livre e independente só se consolida com profissionais graduados em cursos superiores e devidamente estruturados em Diploma Profissional que prime pela ética e qualificação técnica dos seus membros, ressalta Macedo. Espero que o Congresso Nacional, em sintonia com o povo, procure corrigir esse equívoco trazendo alternativa constitucional que restabeleça a graduação técnica como exigência ao exercício da profissão de jornalismo, enfatiza.

Enviado por Cassia Santana em sab, 20/06/2009 - 09:38. OAB/SE

domingo, 21 de junho de 2009

No túnel escuro do tempo: 1959-2009

Vivo em 2009. Não em 1959. Adoraria que Drummond estivesse vivo e escrevendo crônicas nos jornais ainda. Ele está vivo em minha prateleira.
E ele nunca teve que mofar horas atrás de uma fonte. Nunca teve de dar mil telefonemas para conseguir o daquela fonte difícil que vai te dar a manchete que o jornal quer. Ele nunca foi até um acampamento de sem-teto. Nem teve de sair correndo do protesto onde queimam pneu na rua porque o menino foi atropelado para ir até o palácio do governo e esperar a coletiva daquele ministro que veio hoje visitar a cidade. O que o poeta fazia era crônica. Coisa que muitos outros fazem ainda. Inclusive nem precisam ir até a redação para isso. Mandam de casa. Muitos que são magistrados, escritores, geneticistas, artistas plásticos, médicos também escrevem seus artigos... Simpaticamente podem até ser chamados de jornalistas, ao serem colaboradores. Têm seus empregos formais. Com salários, em geral, muito maiores do que o piso daquele repórter que meteu o pé na lama para cobrir a enchente.
Achando que o trabalho do editor setorial ou do repórter é igual ao destes articulistas de domingo ou igual ao do Manuel Bandeira (que eu amo e foi citado na ação) é que o STF decidiu discriminar jornalistas. Sim, discriminar, tratar de modo diferente, desigual e desrespeitoso.
Na lógica dos ministros, se Joaquim José já tirava dentes do pessoal na antiga Vila Rica, não precisamos mais cobrar diploma de Odontologia. Sim, ele alegou que podemos agir hoje em plena era da internet do mesmo modo que se agia antes da década de 50 quando se começou a plantar os cursos de jornalismo. Ele acha que quando eu me propus a fazer vestibular, escolher um curso superior, eu estava colocando o jornalismo em um patamar inferior ao da Biologia, da História ou do Direito, que estavam entre as milhares de opções do caderno de cursos da Universidade. Não, para mim e todos os que escolheram o jornalismo quando já estava estabelecido como uma profissão de nível superior ele não era um curso menor. Não era a mesma coisa que trabalhar no quiosque que faz um churrasquinho delicioso aqui na esquina. Não era, não foi e não será.
Para explicar que fazer aquele texto com base na coletiva do ministro ou no protesto dos moradores de rua é diferente de escrever as crônicas lindas do Fernando Sabino é que iremos agora propor uma Emenda à Constituição. Porque o texto jornalístico não é literatura, exige outra técnica diferente, com base na objetividade, atende a critérios que a notícia precisa ter. Pode ter um resultado menos belo do que o texto da crônica do Drummond, mas é devido a textos assim que a sociedade foi informada de falcatruas de magistrados, por exemplo. Para trabalhar este tipo de problema jornalisticamente, é preciso técnica e teoria exercitadas há décadas na Universidade e não iremos abrir mão de profissionais assim para lidar com a notícia.
Em tempo: não queria viver em 1959, naquele tempo, o sonho mais comum para mim seria cozinhar para meu marido. Não tinha curso de jornalismo aqui e poucas mulheres estavam nas redações.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

ENQUETE SOBRE O FUTURO DO “JORNALISTA”:

Você amiga (o) “displomado” (a palavra não respeita a regra culta de formação de palavras porque agora não é preciso respeitar mais nada, não é mesmo? rsssss), o que pretende fazer a partir de agora?

a) Vender os livros de jornalismo que tem em casa e comprar umas vodkas para esquecer tudo?
b) Vender pulseirinha em Pipa já que não era preciso estudar mesmo para ganhar a vida, né?
c) Fazer trabalho arte-reciclagem com os antigos diplomas que vai recolher dos amigos?
d) Cobrar indenização de Gilmar Mendes pelos quatro anos que você passou gastando neurônios, energia e dinheiro na Universidade?
e) Entrar com uma ação para cair a exigência de diploma de Direito para ser magistrado e ir trabalhar no STF? Afinal, eles não operam ninguém também e julgar é uma coisa que todo mundo consegue fazer, é inerente ao ser humano, não precisa de Universidade para isso. Até porque, no júri popular, por exemplo, a decisão é oriunda da análise dos leigos, ou seja, o juiz não é necessário...

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